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Ouvidoria Geral de Polícia está na comitiva que ouve testemunhas da morte de indígenas bolivianos

O Ouvidor Geral de Polícia de Mato Grosso, Lúcio Andrade, afirmou que “as condições em que os bolivianos foram mortos precisam ser esclarecidas para dar respostas aos familiares”.
Augusto Pereira | Ouvidoria Geral de Polícia

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A Ouvidoria Geral de Polícia está presente na comitiva que analisa, nesta quarta-feira (02.09), a morte de quatro indígenas por policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron). A ocorrência se deu na fronteira do Brasil com a Bolívia, no dia 11 de agosto, e foi relatada pelos policiais como uma abordagem com troca de tiros. Os indígenas da etnia Chiquitano ocupam um território que se distribui nos dois países, nos municípios de Cáceres, em Mato Grosso, e San Mathias, do lado boliviano.

Os policiais relataram que os indígenas, de cidadania boliviana, seriam traficantes e resistiram à abordagem. A comunidade Chiquitano afirma que os homens estavam caçando para levar alimento para as suas famílias. Na suposta troca de tiros nenhum policial foi atingido e nenhuma droga foi apreendida.

Os indígenas Arcindo Sumbre García, Paulo Pedraza Chore, Yonas Pedraza Tosube e Ezequiel Pedraza Tosube Lopez estavam retornando de uma caçada, carregando as carnes já secas de porcos do mato nas mochilas, quando foram cercados por policiais e se assustaram.

Os homens teriam sido baleados e levados ainda vivos para o hospital em Cáceres, mas não resistiram aos ferimentos. O deputado boliviano Alcides Villagomez afirmou que a Bolívia já pediu uma apuração cuidadosa do caso ao representante do Executivo de Mato Grosso.

O Ouvidor Geral de Polícia de Mato Grosso, Lúcio Andrade, afirmou que “as condições em que os bolivianos foram mortos precisam ser esclarecidas para dar respostas aos familiares”. Compõem a comitiva representantes da UFMT, Fepoimt, Centro de Direitos Humanos Henrique Trindade, Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Bienes e Conselho Estadual de Direitos Humanos. A Ouvidoria Geral de Polícia é um órgão de controle, externo às forças de segurança.





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